Nos últimos anos, o porcelanato tem ganhado cada vez mais destaque na arquitetura e no design de interiores. Versáteis, com alta durabilidade, fácil manutenção e com excelente custo benefício, esse tipo de revestimento virou um dos principais itens de acabamento pra quem quer construir ou reformar. Confira nesse post as principais características dos porcelanatos pra você fazer a escolha certa pra sua obra.

1 – Afinal, o que é porcelanato?

O porcelanato é um tipo de revestimento cerâmico constituído por uma massa de argila, areia e aditivos e que é prensado e levado ao forno em seu processo produtivo a uma temperatura de até 1.200ºC. Isso confere ao porcelanato um altíssimo grau de resistência e baixa absorção de água.

Selo de Porcelanato Certificado

A primeira dica é verificar se o produto possui o selo de qualidade da ANFACER, a Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica. Este selo garante que o produto atende as normas e requisitos de qualidade, levando em conta a baixa absorção de água (menor que 0,5%), resistência a flexão, gretamento, manchamento, ataque químico, abrasão e característica dimensional precisa. Fique atento. Se estiverem te oferecendo um produto como porcelanato que não tenha o selo de qualidade, é porque o produto não é um porcelanato. Ou seja, ele não terá a mesma qualidade e certamente não terá a mesma durabilidade dos produtos certificados, podendo fazer com que a sua obra demande manutenção em um curto espaço de tempo.

2 – Legal. Mas quais são os principais tipos de porcelanato?

Existem diversos tipos de porcelanato que oferecem diferentes apelos estéticos. Os principais são:

Técnico: O porcelanato técnico é o que o acabamento final é, na realidade, a própria massa do produto, ou seja, ele não recebe nenhum tipo de esmalte. Ele pode ter acabamento polido ou acetinado, mas entraremos em detalhes nesse tipo de produto em um próximo post.

Porcelanato Técnico
Nos porcelanatos técnicos, é possível perceber pela lateral da peça que o acabamento é parte da massa.

Esmaltado: Mais difundido no mercado, é o produto que recebe um esmalte sobre a massa. Esse esmalte nada mais é do que uma impressão sobre o produto, dando a ele a estética desejada, reproduzindo pedras, madeiras ou cimento, por exemplo. O porcelanato esmaltado pode ainda receber alguns tipos de acabamento. Abaixo, os mais utilizados no mercado:

  • Porcelanato Polido: Como o próprio nome diz, ele recebe um polimento que confere alto brilho à peça. Para saber mais sobre esse tipo de porcelanato, confira esse post.
  • Porcelanato Acetinado: Nesse caso, o produto não recebe polimento, ficando com aparência mais fosca, natural. Se você quiser mais informações, confira nesse post aqui.

3 – Bold e Retificado. O que é isso?

A borda do porcelanato pode ter basicamente 2 tipos de acabamento. Ela pode ser bold ou retificada.

Bold: Produtos com borda arredondada. Esses produtos costumam ter um valor mais acessível e demandam um espaçamento entre peças maior, quando forem assentados. Como o espaçamento é maior, nesse tipo de aplicação é necessário usar um pouco mais de rejunte na obra.

Porcelanato Bold
Porcelanato Portobello Hangar Amsterdam
Porcelanato Portobello Hangar Amsterdam

Retificado: Produtos com borda reta. Neste caso, os produtos prontos na indústria passam por uma máquina que corta a parte arredondada do revestimento, fazendo a retífica da peça e conferindo à lateral um ângulo de 90º. Normalmente os produtos retificados tem um valor um pouco maior que os bold, mas conferem mais elegância e sofisticação para seus ambientes. Como a borda é reta, é possível fazer um assentamento com espaçamento menor entre as peças, utilizando menos rejunte e dando uma sensação de amplitude maior ao ambiente, já que a separação entre as peças fica quase imperceptível.

Porcelanato Retificado
Porcelanato Portobello Broadway Cement
Porcelanato Portobello Broadway Cement

4 – Variações.

A tecnologia na produção de revestimentos avançou muito nos últimos anos. O que eram apenas peças lisas, sem muita identidade, deu lugar a produtos que pode até nos confundir se é uma peça de porcelanato ou uma régua de madeira, por exemplo. Justamente porque consegue reproduzir com alta fidelidade as características da natureza, alguns produtos contam com o que chamamos de graus de variação. Produtos no mercado podem variar de V1 a V4, sendo que o V1 é o produto mais homogêneo possível, ou seja, suas peças são praticamente iguais entre si e o V4 os que possuem grande variação entre suas peças, inclusive dentro de uma mesma caixa.

Pisos V1 são indicados pra clientes que querem um ambiente com um piso mais homogêneo mesmo, sem desenhos ou veios aparentes. Pisos V4 já são excelentes pra quem quer um produto mais marcante, como peças que reproduzem madeira de demolição ou mármores com muitos veios e uma identidade mais marcante.

Porcelanato Ceusa Demolição
Porcelanato Ceusa Demolição

Vale esclarecer que um produto V4 não significa que ele tenha apenas 4 tipos de peça. Com o avanço da tecnologia de impressão e produção, um produto pode ter mais de 20 tipos de impressões de peça diferentes. O indicador de 1 a 4 é referente ao grau de variação e diferenciação entre peças.

Não deixe de verificar a classificação de variação do seu produto e veja se está de acordo com o que espera para o seu ambiente. É comum clientes que querem um ambiente mais uniforme observarem uma peça de mostruário em loja e comprarem o produto acreditando que todas as peças serão iguais sem se atentar à característica de variação do produto e, ao receber o produto em casa, perceberem que não era exatamente o que estavam desejando. Lembre-se, quanto maior o V, maior será a variação entre as peças.

Em resumo:

  • V1 – Variação uniforme: praticamente não há diferenças entre peças.
  • V2 – Variação leve: diferenças visíveis na textura ou no padrão, mas com cores similares entre eles.
  • V3 – Variação moderada: as cores em uma única peça serão parte das cores presentes nas demais peças, mas haverá variação significativa.
  • V4 – Variação aleatória: diferenças significativas de cores de peça para peça, sendo que cada uma pode ter cores totalmente diferentes das outras.

5 – Área de uso e tráfego.

Até o início de 2014, os pisos e revestimentos utilizavam a denominação de PEI para identificar o grau de resistência ao tráfego e abrasão de um produto. Na época, o PEI1 era o produto com menor resistência e o PEI5 com maior, indicado para ambientes de alto tráfego. Desde então, foi adotada uma nova forma para identificar o melhor local de uso para esse produto, englobando características do ambiente e o produto mais adequado. Cada fabricante pode usar siglas diferentes para cada tipo de ambiente, mas essencialmente se dividem entre:

  • 1 – Revestimento interno / paredes
  • 2 – Paredes externas e fachadas
  • 3 – Ambientes residenciais, sem acesso à rua e com baixo tráfego de pessoas: banheiros, salas, cozinhas, garagens, varandas, etc.
  • 4 – Ambientes comerciais com baixo tráfego: áreas comuns de condomínios, corredores de hotéis, etc.
  • 5 – Ambientes comerciais com alto tráfego: hall de hotéis, escolas, hospitais, mercados, etc.
  • 6 – Ambientes industriais e comerciais: calçadas, shoppings, supermercados, metrô, etc.

A informação sobre a área de uso é importante para você comprar o produto certo, garantindo assim que o produto instalado estará apto a cumprir sua função sem perder sua qualidade e beleza.

Essas são as principais características que você precisa saber para fazer a escolha certa do seu porcelanato. De qualquer maneira é sempre importante com um especialista pra te ajudar nessa escolha. Um engenheiro, arquiteto ou um bom consultor de vendas são fundamentais pra ter uma obra mais tranquila antes, durante e depois do produto assentado. Tem mais dúvidas? Conte com a ABC da Construção pra tirar sua obra do papel. Entre em contato conosco por aqui, confira nossas ofertas aqui e não deixe de visitar uma de nossas lojas.

Até o próximo post.